segunda-feira, 30 de abril de 2012



"Desgraça pouca é bobagem" ou mais mais ou menos isso. Já ouviu? Que o diga Jó, que segundo a Bíblia, era o homem mais rico de seu tempo.

Acontece que Jó perdeu tudo: sua riqueza, sua família, sua saúde e sua paz. Uma desgraceira de dar dó.

E por quê? Ora, isso ninguém conseguia saber e ele, não conseguia explicar. E você achando que seu sofrimento é sofrimento.

E Jó, que era homem bom e justo, por não saber explicar, aceitou a sua sorte, não porque gostasse dela. Aceitou porque confiava em Deus.

Confiava que Ele, por mais que tudo lhe parecesse esquisito, sabia o que estava fazendo e confiava que numa hora dessas, Ele ira socorre-lo.

E assim foi. Parece estorinha não é? Não é. Jó nasceu sem nada e Deus lhe deu tudo. Ficou sem tudo e Deus lhe deu mais do que já teve.

E se Jó chegou no buraco que chegou e Deus o socorreu como o socorreu, porque razão você não pode confiar Nele para que Ele lhe faça o seu caminho de subida de buraco que é menos fundo que o de Jó?

quarta-feira, 28 de março de 2012

Fique tranquilo: Deus está vendo você.

"Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto e, fechada a porta, orarás a teu Pai, que está em secreto; e o teu Pai, que vê em secreto, te recompensará."  Mateus 6:6 




Quando eu ainda era um menino de nove ou dez anos de idade, na rua em que me criei e onde passei minha infância, morava um certo Luis. Rapazinho de uns dois ou três anos de idade mais velho que a média da idade das outras crianças da mesma rua. Menino da pá virada, que dentre os seus "afazeres", o principal aparecia o de infernizar os moleques do quarteirão. E fazia isso especialmente quando sua mãe,"dona" Isaura, ou seu pai, o "seu" Ângelo, esta lá fora, no portão. Ou perto, olhando. O Luis, velhaco que era, sabia que isso intimidava a meninada de partir para o revide e descer a surra nele que, diga-se, era bem merecida. Ele se sentia encorajado para quase qualquer coisa quando "Dona" Isaura e "Seu" Ângelo estavam vendo.

A passagem do Evangelho de Mateus que citei acima, tem uma mensagem muito parecida com a história do Luis. Ela afirma que uma das mais simples e singela verdade que a Bíblia nos transmite sobre Deus é que Ele é o Pai que vê. Sim! A mais singela verdade que a Bíblia afirma a respeito de Deus é a de que o Deus da Bíblia vê.

"Ora! E o que isso me importa?" Importa saber que você se sentirá encorajado, tanto quanto eu me sinto, sempre que por vez lhe ocorrer que se perceba inseguro, ou desprotegido, ou abandonado, ou sozinho, ou esquecido, ou ameaçado, ou injustiçado ou em qualquer outra aflição pessoal. Saber que não preciso imaginar que estou sozinho em cada problema que enfrentar me enche de esperança e coragem.

Importa também saber que quem esta lhe vendo durante os períodos mais difíceis não é uma pessoa passiva. Fico me lembrando das incontáveis ocasiões em que deparo com pedintes nas ruas. São pessoas absolutamente desafortunadas cuja sorte lhes virou as costas. Quase sempre que as encontro, elas me imploram por algum tipo de ajuda. Quase sempre me sinto horrorosamente impotente e só as olho. No entanto, muito diferente da minha passividade, a Bíblia diz que Deus não é assim. Ele não olha para você, com todas as necessidades e sofrimentos que você carrega, e fica sem ação, impotente. Importa saber que Deus, além de lhe ver, reage ao que Ele vê. Ele vê e age, pois a passagem de Mateus diz que "teu Pai que vê em secreto, TE RECOMPENSARÁ". Ora, isso significa que Deus não fica imóvel vendo você sofrer, antes, que Ele fará alguma coisa a respeito daquilo que Ele está vendo.

Existe, no entanto,  uma coisa a mais para ser dita: Deus age em direção daqueles que reagem ao sofrimento indo em direção a Ele. Saber que Deus vê não é o bastante nem a solução para tudo. É preciso que você saiba que, conquanto Deus esteja lhe vendo em meio ao sofrimento, à dor, à injustiça, à perseguição, à tragédia, ao abandono, também é necessário que você o busque e que, por meio de uma confiança profunda, você lhe peça ajuda, você o invoque sobre todos os seus problemas. Estou lhe dizendo isso pois o tema central desse versículo, é a oração. Veja: "Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto e, fechada a porta, orarás a teu Pai...". Com isso, você aprende que sem buscá-lo, sem invocá-lo, sem caminhar em direção a Ele no período das suas aflições, será impossível ver Deus agir em seu favor.

Não é preciso sentir-se sozinho, desencorajado, abandonado e impotente por mais amedrontadora que seja a situação que você enfrenta. Creia que a Bíblia diz que em meio a todo esse sofrimento, existe alguém que está lhe vendo, que se importa com você. Creia que Deus sabe que você existe, que Ele lhe enxerga. Se possível, e se você desejar, busque-o hoje mesmo. Faça isso através de uma oração sincera e cheia de confiança e você verá o que irá lhe acontecer. A melhor maneira de fazer isso é "imitando" uma criança, como sugere o versículo 6. Fale com Deus como uma criança fala com seu pai. Peça a Ele com a mesma segurança que uma criança pede a seu pai. Insista na mesma proporção que uma criança insiste com seu pai quando ela quer alguma coisa. Faça isso, e Ele irá agir em seu favor - "e teu Pai que vê em secreto, te recompensará.".

quarta-feira, 21 de março de 2012

O amigo verdadeiro



Todo mundo sabe da importância de se ter um amigo. Um amigo dá sentido à vida. Fortalece-a. Por essa razão é que o livro de Eclesiastes diz "É melhor serem dois do que um...". Eu tenho bons amigos. Alguns estão longe e há  muito tempo que não os vejo. Tenho saudade da camaradagem deles. Mas o que de fato faz de alguém um bom amigo? Provavelmente as qualidades que o caracterizem variem na opinião de pessoa para pessoa. No entanto uma coisa é certa: as qualidades devem ser elevadas. É certo também dizer que essas qualidades são cada vez mais raras. Portanto, se as qualidades que formam um amigo de verdade são elevadas e raras, em quem encontrá-las? Onde encontrar um amigo verdadeiro que traga sentido à vida e que a fortaleça durante a jornada?

Sei que posso responder a essas perguntas. E sei que você concordará comigo com respeito às qualidade que descrevo de um bom amigo.

Amigo é aquela pessoa com a capacidade enorme de compreender e suportar a fraqueza da gente. Também é aquele que tem o dom de encarar com empatia as nossas dores, o que é diferente da primeira qualidade.

O bom amigo sabe fazer brotar do coração perdão em abundancia de maneira quase inconsequente, ainda que às vezes tenha que fazer isso com dor. Também é solidário. Solidário com toda carência que faça gente agonizar.

O amigo verdadeiro esta sempre vestido de generosidade. Sempre. Do tipo elevada ao sacrifício. Disposto a doar-se diante daquelas realidades concretas e urgentes, quase insolúveis que surgem na vida. Para isso, ele deve ser lúcido, sem nunca embriagar-se com a embriagues dos egoístas, cujo desejo é construir um mundo só para eles. É necessário ainda outra qualidade: que ame aquilo que é dele sem fazer com o que é dele seja só dele.

Bom que um amigo, para ser verdadeiro, deve possuir coração puro, como puro é o coração de uma criança.  Tem que ter um coração que tudo crê, para que ouça histórias. As nossas incontáveis histórias de dores como sendo as nossas mais verdadeiras realidades. E as ouça sem que sejam juízes. Apenas amigos.

O amigo ideal, daqueles que valem chamar assim, deve também ser do tipo que tudo espera e tudo suporta. Sendo assim, ele não se decepcionará nunca com você. Ele também entenderá que qualquer um pode ter uma segunda chance e um voto de confiança quando necessário.

O amigo deve ver a gente como gente. Porque se ele for desse modo, ele acreditará que é melhor reciclar, recuperar e estender a mão ao outro amigo. Ele saberá que fazer isso, é mais nobre do que jogar fora o amigo no lixão da própria sorte ou do próprio infortúnio.

Afirmo ainda que o verdadeiro amigo deva ser sincero, justo e sábio. Ele deve ter o rosto duro como um portal de bronze quando uma situação o exija que nenhuma outra coisa nos seja dita além do não. Da mesma maneira, deve possuir um coração de cera em frente da fornalha quando, qualquer que seja a situação, a resposta certa deva ser um sim libertador. Esse amigo, deve saber quando agir de uma, ou de outra maneira.

Há ainda que possuir outra característica. Não é a maior nem a melhor de todas. Só é essencial. Ele precisa ser cheio de esperança. Sendo cheio de esperança, esse amigo nos motivará a produzir com aquilo que temos; e talvez, o que temos, seja só o que temos. Ele também nos motivará a sermos corajosos  para avançar quando todas as estatísticas quiserem colocarem nossa esperança em desespero.

Em quem encontrar essas características é a outra questão. Quem reúne todas essas qualidades que define um amigo verdadeiro?

A resposta vem daquele que afirmou "Já não vos chamo servos, mas amigos". Cada uma das qualidades que foram indicadas acima, não é fruto de imaginação nem da intencionalidade pessoal. Elas são descrições apresentadas no Evangelho da pessoa de Jesus. Nele estão presentes todas as qualidades elevadas que constituem um verdadeiro amigo.

O que eu estou lhe dizendo, digo com certeza. Eu o conheci. Sei por experiência que Ele é o verdadeiro amigo.

domingo, 20 de novembro de 2011

A Caverna dos Desesperados



Você já ouviu falar da "caverna de Adulão"? Conforme I Samuel 22, esse fora o lugar onde Davi refugiara-se enquanto fugia de Saul que aspirava morte contra ele. A caverna tornara-se um lugar de proteção para Davi. Acontece que, sabendo que Davi estava em Adulão, também foram para lá outros quase quatrocentos homens. Era gente amargurada de espírito, um pessoal endividado até o pescoço; gente quebrada de tudo. Dava pena ver.

E por que é que eles foram parar lá naquele lugar junto a Davi? Óbvio: primeiro porque ali ninguém apontava o dedo pra ninguém. Isso é, aquele não era lugar de condenação. Significa dizer que nenhum deles sentia-se nem melhor nem pior que o outro; todos eram iguais uma vez que cada um amargava as mesmas angústias. Segundo, porque naquele lugar eles encontraram aceitação. Ali ninguém era rotulado como “os perfeitos” e “os imperfeitos”. Só havia gente sofrida procurando refúgio, daí o que eles encontraram em Davi foi compaixão em um ambiente em que todos eram bem acolhidos. Outra coisa: aquela gente sabia que quem estava na caverna era um Rei. Em outras palavras, eles encontraram naquele lugar esperança por estar com alguém que poderia ajudá-los. Essa gente danada, surrada pela vida necessitava de um líder, alguém que os encabeçassem no caminho de uma vida melhor que aquela. E ali, eles o haviam encontrado.

Agora preste atenção: segundo a Bíblia, a Caverna de Adulão é mais que um lugar. É mais que um espaço físico onde você encontra compreensão sem julgamento, aceitação sem distinção e um Rei que pode governar a sua vida no caminho de uma nova vida de cura e restauração. Segundo Davi, que esteve na Caverna, esse lugar é um só, a saber, como ele mesmo afirmou: “Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo, e descansa à Sombra do Onipotente Diz ao Senhor: Meu refúgio e meu baluarte, Deus em que eu confio” Salmo 91: 1 a 2.

Portanto, o Senhor Deus é sua Caverna de Adulão. Nele você encontra aceitação, acolhimento e ajuda. Se for o caso de hoje você estar desesperadamente necessitado desse refúgio, eu lhe digo de todo o meu coração e por conta da minha própria experiência: corra hoje para abrigar-se no esconderijo do Altíssimo, porque o Senhor "é socorro bem presente na hora da angústia".

Deus lhe abençoe.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

DANÇA COM LOBOS


Depois que eu postei minha reflexão sobre "Meninos e Lobos" houve muitos que se disseram identificados, abençoados e orientados por meio do que aqui leram. Alguns, pessoalmente, pediram-me que eu escrevesse mais afim e ajudá-los por estarem em situações semelhantes. Disse-lhes que eu não tinha muito a dizer, mas que podia afirmar que aprendi também outra lição.

Aprendi que os lobos dançam. Dançam pra afirmarem o que não são. Lobos por natureza são frouxos e maus. Logo, dançam para se auto afirmarem; atraem, seduzem e encantam com sua dança-piedosa-profética-espiritual para compensarem o fato de que se forem naturalmente aquilo que são, assustam. Então eles dançam pra enganar, em medida que escondem quem são. Na dança, eles parecem elegantes, cordiais e altruístas. A cada passo no salão eles se parecem menos com lobos e mais graciosos.

Descobri também, que por sofrerem de frouxidão e eterna necessidade de auto-afirmação, os lobos não costumam dançar sozinhos. Eles tiram outros para dançar. Só assim eles aparecem, se auto-afirmam e dessa maneira eles compensam suas inseguranças e temores. Mas acima de tudo, aprendi que , conquanto os lobos dancem, eles não sabem dançar. Aprendi que aonde ele dança, deixa rastro, levanta poeira, estraga a festa.

Então eu digo: Se você vêr um lobo dançando, discirna a dança dele: veja que apesar de bonita é desajeitada. Se o lobo lhe convidar pra dançar não tenha pressa de confiar seus passos a ele; espere sem pressa, pois “O Senhor firma os passos do homem bom”, e continue dançando seguro sua dança com o seu Pastor e Deus. Dançar com lobo é perigoso e, por fim, todo mundo acaba “dançando”.

Nele, que nos chamou para caminhar com fidelidade e não para dançar com lobos.

domingo, 13 de novembro de 2011

ENTRE MENINOS E LOBOS

“Eu sei que, depois da minha partida, entre vós penetrarão lobos vorazes, que não pouparão o rebanho.” – Atos 20:29


“Entre Meninos e Lobos”, é o título de um filme que conta a dolorosa história de três amigos, que quando meninos tiveram a vida marcada ao testemunharem um deles ser sequestrado por um simpático senhor que o molesta sexualmente, daí, a designação lobo, que revela a essência do “bondoso adulto”.


A relação entre meninos e lobos geralmente são bem “sucedidas” devido à inocência e imaturidades dos meninos porque são “meninos” por um lado e à sagacidade e esperteza dissimulada dolos lobos, por outro. Lobos estimulam a mente e despertam o melhor nos meninos, razão pelas quais os seduzem com extrema facilidade ainda que para o mal deles.

Essa delicada e maléfica relação entre meninos e lobos, também é encontrada na Bíblia. Aliás, ela é tema de Sua constante e profunda preocupação. A Bíblia declara que os lobos estão sempre presentes, ensina que em grande parte do tempo, eles próprios não se dão conta de que se lobificaram e se tornaram ameaças para a unidade da igreja. Ensina também que a boa fé e a imaturidade dos “meninos” são alimentos que nutrem os lobos e, que essa relação sempre termina em traumas que marcam para sempre e para o mal, os meninos e meninas ovelhas.

Já, e por outro lado, a Bíblia fala dos pastores, que são a antítese dos lobos. Pastores não roubam ovelhas, antes as apascenta com leveza e liberdade de relação. Pastores guardam as ovelhas por isso não tem medo de enfrentar lobos custe o que custar e estão sempre às claras, enquanto os lobos, nas escuras, “sobem por outra parte”. Pastores não possuem intenções e motivações ocultas, por isso são conhecidos das ovelhas enquanto os lobos ninguém os conhece, nem sabem de onde vem, nem para o que vieram. Pastores são legítimos porque o Sumo Pastor os nomeou sobre suas ovelhas, ao passo que os lobos Ele os nomeou “lobos, ladrões e salteadores” porque forçaram a entrada no aprisco. Enfim, pastores são conhecidos não somente pelo que fazem, mas pela essência que possuem. Já os lobos, buscam realizar aquilo que pastores foram chamados a fazer sem, no entanto, possuírem a mesma natureza e essência. O Pastor é bom. Já o lobo é ladrão.

Com profundo sentimento de compaixão pelos meninos e meninas ovelhas que se tornam cada dia mais vítimas dos "bondosos e simpáticos" senhores-lobos digo: deem a eles o nome de quem quiserem e o nome de quem a essa natureza se adequar. Faço isso pelas ovelhas, que conforme Jesus, “a mim me convém conduzi-laspalavras tão doces que lobo nenhum poderia reproduzi-las em verdade

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

O FIM DA "RELIGIÃO E UMA NOVA VIDA SEM CULPA

"Porque o fim da Lei é Cristo para justiça de todo aquele que crê." - Romanos 10:4

Houve um tempo em que estar sem culpa e ser aceito diante de Deus estava relacionado ao cumprimento de obrigações religiosas e deveres morais listados num código de normas conhecido como Lei. A partir de Jesus esse código foi feito desnecessário e inutilizado.


Graças a Deus. E graças a Deus por quatro boas razões. Primeiro porque Jesus satisfez e cumpriu todas as exigências morais, éticas e religiosas impostas por aquele código. Segundo, porque ao cumprir-lo Ele o fez em nosso lugar de maneira que ganhou o direito de transferir o que fez para nós de modo que cada um que crê também o tem cumprido por intermédio dEle. Graças s Deus. Terceira razão é porque Jesus livrou-nos do peso e das angústias da culpa, uma vez que demonstramos ser incapazes de obedecer os princípios pesados e rigorosos daquela norma, o que causava a culpa de consciência sobre os que possuem consciência de Deus. Por fim, graças a Deus porque Jesus matou o pecado e seu efeito condenatório sobre os que creem uma vez que destituiu a lei como meio de ser justificado diante de Deus, e, onde não há lei, não há pecado, portanto não há mais condenação.

Agora o meio de conhecer a Deus e existir sem culpa diante dele é outro. O que conta agora é uma confiança exclusiva em Tudo o que Jesus fez a nosso favor. É somente por meio da confiança absoluta de que Jesus fez o que deveria ser feito para que o homem pudesse conhecer, viver de desfrutar de Deus,a saber: cumpriu a lei, recebeu a condenação no lugar dos que não a puderam cumprir e a destruiu cancelando-a definitivamente.

O que resta é uma vida de paz com Deus sabido que não há mais regime nenhum de lei que nos condena diante dEle e a possibilidade plena de conhecer e desfrutar do amor de Deus. somente através e por causa do privilégio oferecido a qualquer pessoa que confiar, conquistado por Jesus a nosso favor realizando por cada um de nós o que nenhum de nós poderia realizar por si próprio.

domingo, 2 de outubro de 2011

FILHOS ADOLESCENTES

Tenho quatro filhos: a mais velha, casada e o segundo, ADOLESCENTE. É a segunda vez que passo por essa "fase". Por experiência aprendi uma coisa: ADOLESCENTES tem olhos ávidos, boca voraz, mãos hábeis, narinas sensíveis, pés ligeiros mais ainda não tem ouvidos. No entanto, não conseguem evitar ouvir o mais brando sussurro feito direto ao coração. Então lembre-se: as "orelhas" de seu adolescente, nessa fase fica no peito; precisamente, no lado esquerdo. Fale ali, e ele ouvirá. Deus lhe abençoe.

domingo, 11 de setembro de 2011

O SHOW DA VIDA É VIVER




Ninguém consegue ser bom o tempo todo, nem mau todo o tempo. Você conhece o Pica-pau? Eu gosto do Pica-pau. É o passarinho mais famoso do mundo Criado por Walter Lantz. Há quem diga que bichinho é a personificação de um demônio. Uma espécie de Exú-Mirim ou Zé Pilintra para alguns aqui no Brasil. Minha avó, que era crente pra valer, também gostava do Pica-pau. E gostava exatamente pelo que ele era: malandro, peralta, provocador, incorreto. O bichinho fazia muita coisa errada. Eu gosto do personagem pela esperteza e pela vivacidade.
Bom! Com isso fica aqui o que eu quero dizer: quem erra, acerta em uma coisa: em viver


Deus lhe abençoe com vida e vida em abundância.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

PERGUNTA SORE O AMOR


"Pastor, ainda hoje as igrejas prega sobre o amor entre os irmãos? Ou é só na igreja no momento do culto? Paz do Senhor." Anônima, sendo todos.

Sabe quando você está com uma dor de dente daquelas? Então você vai ao dentista e ele diz que só pode lhe atender na semana que vem? Não dá né? Ninguém agüenta. Pois é! É com essa sensação de dentista que não alivia a dor insuportável na hora que se mais necessita é que eu estou lhe respondendo com tamanho atraso. Se isso justifica: meus compromissos nem sempre me permitem fazer o que tenho que fazer exatamente na hora que deve ser feito.

No entanto percebo que sua pergunta tenha origem em duas possíveis situações. Ou por você ter sido vítima – e digo vítima das manifestações mais cruéis de desamor na igreja vinda, ou dos “irmãos”, ou da “liderança” – por razão de algo que lhe aconteceu, ou por você já estar tanto tempo na fé, que hoje não enxerga mais esse amor que no início fora esperado por você como o que de mais natural poderia ser vivenciando na igreja. Sendo esse o caso, sua pergunta é fruto de uma frustração que você não gostaria de admitir, mas sabe que é real.

Respondendo de maneira direta, eu lhe digo sim: o amor é pregado nas igrejas hoje em dia. É pregado como é pregado qualquer outro tema bíblico. Afinal os pastores necessitam de “temas” para dias de culto. Mas é só “mensagem”. Não tem implicação nenhuma. É profissionalismo. Tem que pregar, então prega-se o que tiver na mão: até sobre o amor, que na Bíblia é assunto tão comum.

Por outro lado, quando você diz “Ou é só na igreja no momento do culto?”. Acontece que o “amor” se tornou “obra” meritória a fim de se ir pro céu. Na cabeça dos irmãos funciona assim: “Se eu amar, eu serei salvo”. É obra que salva e, nesse caso, a tal obra é o amor. Pra eles, na reunião, o amor tornou-se moeda de troca, ou moeda com a qual acreditam comprar sua própria salvação. Jesus já denunciara isso desde os profetas – “seus lábios me honram, mas seu coração está longe de mim”. Sendo assim, esse amor é falso, ou como disse Paulo, “amor fingido”.

Mais uma coisa para que eu não deixe de ser honesto com sua pergunta simples e profunda: amor não se aprende com pregação nenhuma. Nem do melhor pregador que se possa conheçer. Você já viu ou imaginou alguém ensinando a gente amar mais - “Tem que ter mais amor pelos irmãos.” - , não funciona. A Bíblia diz que o amor é. E em sendo, ele é fruto do Espírito Santo. Veja Romanos 5:5: “Ora a esperança não confunde, porque o amor de Deus é derramado em nosso coração pelo Espírito Santo, que nos foi outorgado.” Portanto ninguém aprende o Amor, o Àgape – porque sei que é desse Amor que você sente falta em nosso meio – ele vem de fora pra dentro, do alto para nós, do Espírito Santo como fruto de sua presença em nós. Agora, o que se deve fazer é desabrochar esse amor que se nos foi colocado no coração. Ele pode e deve ser desenvolvido através da consciência moldada pela Verdade (a Palavra) daquilo que se sabe que deve ser feito e fazer. No demais, lembre-se: a ausência do amor que caracteriza as relações de nossas comunidades de hoje não é outra coisa que não um dentre muitos sinais dos tempos: a. “e por multiplicar a iniqüidade o amor de muitos se esfriariam; b. “Sabe, porém isto: nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis, pois os homens serão egoístas, avarentos, jactanciosos, arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, irreverentes, desafeiçoados (isto é: sem afetos, ou, sem amor), implacáveis, caluniadores, sem domínio de si, atrevidos, enfatuados, mais amigos dos prazeres do que amigos de Deus, tendo forma de piedade, negando-lhe, entretanto, o poder“ – e isso, é a descrição de gente de nossas reuniões (daí o que você vê “só na igreja no momento do culto” ) – quer mais? (2 Timóteo 3: 1 a 4)

Deus lhe abençoe

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Perdão

“E, passando eles pela manhã, viram que a figueira secara desde a raiz.
“Então, Pedro, lembrando-se, falou: Mestre, eis que a figueira que amaldiçoaste secou.”
“Ao que Jesus lhes disse: Tende fé em Deus; porque em verdade vos afirmo que, se alguém disser a este monte: Ergue-te e lança-te no mar, e não duvidar no seu coração, mas crer que se fará o que diz, assim será com ele.”
“Por isso, vos digo que tudo quanto em oração pedirdes, crede que recebestes, e será assim convosco.”
“E, quando estiverdes orando, se tendes alguma coisa contra alguém, perdoai...” - Marcos:11: 20 a 25

Todos os milagres realizados por Jesus carregavam um significado. Não se tratavam de milagres por milagres apenas; eles possuíam uma mensagem em si. Assim, não é diferente com esse milagre onde Jesus decreta a morte da figueira como se lê no texto descrito acima em cuja mensagem mais estampada, era o juízo sobre a nação de Israel, aqui ilustrada pela figura literal da figueira, por razão da nação não manifestar os frutos de fé e arrependimento quando lhe fora enviado Jesus, o Messias. Essa é a mensagem básica do milagre.

Sendo isso entendido ou não pelos discípulos, o fato é que eles ficaram todos maravilhados com o que viram. O milagre fora impressionante. No entanto, a meu ver, a beleza do milagre – se visto assim – está no desencadeamento que a admiração deste milagre provoca em direção a outros milagres maiores e também de maior conseqüência. Veja como isso se dá a partir da perplexidade de Pedro diante do que acabara de ver. Primeiro, é claro, a maravilha de a figueira secar a mando de Jesus; daí, Pedro “babar” de admiração. Então Jesus intensifica o entusiasmo dos discípulos mostrando-lhes a possibilidade de fazerem do milagre da figueira seca uma brincadeira de principiante, um “truque” de criança, um número introdutório nesse mundo de operação de pródigos. Isso nos parece claro quando Jesus lhes apresenta a possibilidade da realização de um milagre maior que aquele de fazer a figueira secar. Veja o que Ele diz: “Tende fé em Deus; porque em verdade vos afirmo que, se alguém disser a esse monte: Ergue-te e lança-te ao mar, e não duvidar no seu coração, mas crer que se fará o que diz, assim será com ele.”. Você consegue imaginar alguma coisa assim? Se o que Jesus fizera com a figueira provocara tanto espanto, o que se dirá com a possibilidade de ver o monte bem ali, siante deles, ser lançado ao mar? – “Não só faremos o que foi feito à figueira, mas se dissermos àquele monte ali oh! – Vai, levanta daí e se joga no mar da Galiléia, vai acontecer! Isso é que é milagre! Isso é que é fé! Isso sim que é poder, pessoal!” – Eu também diria: “Maravilhoso!”.

Acontece que o diálogo não termina aí. Ele continua com a introdução de um assunto aparentemente desconectado com o que já ocorrera e fora dito até o momento.  A partir desse ponto, Jesus afirma algo que parece estar totalmente avulso nesse texto ou dentro desse acontecimento. Note o que Ele diz: “Por isso, vos digo que tudo quanto pedirdes, crendo que recebestes, e será assim convosco. E quando estiverdes orando, se tendes alguma coisa contra alguém, perdoai, para que vosso Pai celestial vos perdoe as vossas ofensas.”.

Qual a relação que isso tem com o que viera sendo dito anteriormente? A resposta é que na seqüência crescente dos dois primeiros milagres, o perdão é apresentado por Jesus como terceiro e maior milagre. Esse é o ponto. É como se Jesus estivesse dizendo:

Faço-lhes um milagre. Um milagre que conta a condição espiritual da nação da Israel, e vocês ficam admirados. E digo que vocês podem fazer um milagre maior. E mesmo sem muito esforço – se tiverdes fé do tamanho de um grão de mostarda (isso está dito no Evangelho de Mateus no capítulo 17, no verso 20). Basta que digam ao monte "Lança-te o mar e isso será feito. Acreditam que podem? – todos nós acreditamos que podemos uma vez que a “Palavra” disse. Então lhes proponho um milagre que do ponto de vista comum e humano parece ser incomparavelmente mais fácil e mais simples. Portanto realizem-no, caso julguem-se capazes: “E quando estiverdes orando, se tendes alguma coisa contra teu irmão, perdoai.”

Portanto, aqui Jesus conecta os assuntos fazendo-nos saber que o perdão é dos milagres, o maior. 

 Dos dois milagres vistos, o desafio é para que cada discípulo opere o milagre do perdão. De outra maneira, está explícito na vida. Conheço muita gente desejando e conseguindo – remover montanhas pela fé, no entanto, por mais que tentem, não são capazes de manifestar o perdão. Sei de pregadores com capacidades extraordinárias de operar milagres, mas não remove mágoas e ressentimentos de colegas de ministérios, de seus líderes e até das próprias ovelhas através do perdão de coração. Se você não concorda comigo, tente realizar esse “prodígio”. Perdoe seu marido pelo adultério que ele cometeu e você verá como é difícil ser prodigiosa nesse campo. Perdoe sua amiga por ter saído com ele. Se você é homem e vive um conflito angustiante com sua sexualidade, perdoe seu tio ou seu vizinho por ter lhe molestado sexualmente na infância. Se a senhora ou o senhor são os pais dessa menininha estuprada, perdoe o estuprador dela. Se você foi alguém que tinha tudo, alguém que lutou e com muito custo venceu na vida, mas que, no entanto, foi vítima de um sócio, de um amigo ou uma amiga de trabalho ardiloso, falso, dissimulado, invejoso que armou contra você, que mentiu contra a sua honra de maneira que sua vida desmoronasse por inteira, fazendo-lhe perder tudo e deixando-lhe sentir-se com a vida roubada; perdoe esse sujeito; perdoe essa moça. Nada fácil, a vida vai lhe mostrar.

Agora por que o perdão dentre os milagres apresentados, é o maior? É maior pelo fato de que, existencialmente ele tem importância e conseqüências maiores que praticamente qualquer outro milagre. Por que digo isso? Porque Jesus nesse texto me faz saber que existem milagres que mudam circunstâncias, que alteram geografias, que recuperam órgãos adoecidos e facilitam a vida dos que estavam doentes, mas que não curam o coração e nem melhoram a vida em sociedade. Pense nas guerras. O que poderia por fim em muitas delas, senão a todas elas? O perdão. Pense nas famílias dilaceradas, nos corações ensangüentados, nos filhos arruinados, nos litígios praticados em quatro paredes, esquartejando almas e produzindo vítimas de tantas deformidades quantas forem possíveis serem produzidas. O que mudaria essa realidade sentida, essa geografia interna, essa convivência em sociedade anônima ou aberta, limitada ou comum? Eu digo: o perdão. Nada mais milagroso que o perdão. Nada mais poderoso para transformar as relações humanas com capacidade de rasgar as fronteiras e etnias que o perdão.

Portanto eu lhe digo: Você deseja ser prodigioso? Almeja um ministério de milagres? Quer muito realizar um milagre agora? Então saia de casa agora e pratique o perdão. Ou quem sabe, volte para casa e manifeste esse milagre ali.

De que me adianta mudar uma montanha do lugar mas não perdoar a pessoa do meu lado.

Deus lhe abençoe.

sábado, 12 de março de 2011

O PERDÃO TERCEIRIZADO

Considero que o perdão jamais deva ser terceirizado, isso é: não é uma decisão que deva ser deixada na mão de outra pessoa para que ela decida por você o quando e a quem perdoar.

Garanto que já vi essa coisa acontecer.

Já vi pais decidirem pelos filhos a quem eles deveriam ou não perdoar.

Já vi o perdão ser reprimido ou oferecido pelo ofendido ao ofensor conforme  a opinião de amigos, familiares e o "código moral" da moda - machismo, feminismo, humanismo e assim por diante.

Empresários entregarem ao "humor" de seus sócios a administração de sua decisão de perdão em favor  de  funcionários, credores e concorrentes.

Já vi casais negociarem o ato do perdão conforme o julgamento dos filhos, pais e outras influências.

Perdão jamais deve ser terceirizado. Ele deve ser exercido única e exclusivamente pelo ofendido segundo sua consciência moldada pela semelhança de Jesus ainda que contrarie a opinião e o gosto da cultura estabelecida.

O ato de perdoar pode aborrecer aqueles que se indignam ao ver o ofensor livre pela transgressão apagada, no entanto, cura o coração do ofendido que perdoa generosamente conforme sua própria consciência.

quinta-feira, 3 de março de 2011

COISAS BOAS E COISAS MELHORES

“Eis que o obedecer é melhor do que sacrificar” – I Samuel 15:22


Estava pensando: há coisas boas de serem feitas e há coisas melhores que as boas. Exatamente o que diz o verso acima. Há coisas boas para serem feitas para Deus, mas há coisas mais excelentes ainda a serem oferecidas a Ele. Ocorreu-me isso quando passei por esse versículo durante minha leitura.

Essa é uma afirmação contundente feita pelo profeta Samuel ao rei Saul. Ela traz a idéia de que para tudo na vida há concerto, mas o melhor é não quebrar nada. Embutido a essa idéia, vem também a verdade de que é impossível ser aprisionado por qualquer erro que se possa cometer. E olha que esse é um conceito da antiga modalidade de relacionamento com Deus que era baseada inteiramente na Lei mosaica, o que incluía os sacrifícios – dentre eles, a imolação de animais conforme as diretrizes estabelecidas por ela.

O que diz o profeta Samuel, carrega o conceito de que na Lei havia provisão, propiciação, cobertura, perdão desaprisionamento da culpa para os pecados que sob ela se cometesse: o sacrifício. No entanto, melhor é não haver necessidade ou motivo para sacrificar. Sacrificar é bom, pois significa que quem pecou reconheceu seu pecado e dele se arrependeu e confiou na provisão oferecida por Deus – o sacrifício – para que do seu pecado ficasse livre e sem culpa. Mas o melhor é não necessitar fazer uso dela pela obediência à Lei. Por essa razão, Jesus afirmou, dentro de um contexto onde os fariseus haviam se apegado tanto ao rito do sacrifício que tornaram seus corações insensíveis à adoração e amor genuínos a Deus, que o melhor da vida é fazer o que lhe agrada, o que no caso, era cumprir sua ordenança, impulsionado pelo amor a Ele, manifestado no desejo de obedecê-lo e jamais desagradá-lo mesmo sabendo que se isso acontecesse, haveria sempre uma saída: o sacrifício pela derramamento do sangue de um animal substituto que representasse o pecador. Portanto melhor não haver motivo para o sacrifício do que sacrificar pelo fato de se ter desonrado a Deus com o pecado. É isso que significa a expressão acima. Sacrificar era bom. Porém, mais excelente era não pecar.

A nova modalidade de relacionamento com Deus inclui inevitavelmente o sacrifício. A diferença está em que o sacrifício não mais é oferecido pelo pecador a Deus toda vez que ele se torna conciso de haver transgredido a Lei. Agora o sacrifício é aquele que foi oferecido por Deus ao imolar não um animal, mas a Jesus Cristo, seu Filho, como cordeiro substituto, e isso, feito uma única vez, por todos os pecados não havendo mais necessidade de ser repetido. Isso implica em dois fundamentos básicos: que o sacrifício de Cristo, como nosso substituto, cobre, cancela, apaga, perdoa os pecados que foram cometidos, os que estão sendo cometidos e os que eventualmente serão cometidos – e ai daquele que diga que não – e que o perdão que desagrilhoa o pecador de toda culpa diante da prática do pecado cometido, está sustentado e assegurado única e exclusivamente no Sacrifício realizado por Deus não baseado no homem. Ora, isso descarta completamente o mérito humano. A isso a Bíblia chama de graça. Portanto, graça significa que o perdão do pecado é uma dádiva oferecida gratuitamente ao homem sem nenhuma consideração ao mérito próprio para recebê-lo ou não, pois o perdão está exclusivamente baseado no mérito do sacrifício feito por Cristo em favor de quem peca mais crê no sacrifício. Você pode não engolir, mas graça é isso. Não é o que você faz, mas é o que é feito por você.

Sendo estes fundamentos verdadeiros, de maneira absolutamente segura pode-se afirmar que para o pecado há a provisão da graça, que é o sacrifício de Jesus que cobre a ofensa cometida. Se houver pecado, lembre-se e creia que há a graça.

Uma vez compreendido isso tudo, posso dizer que a versão moderna da sentença do profeta Samuel baseada na Lei, ganharia um novo contorno. Creio que ficaria assim: “Melhor não pecar do que fazer 'uso' do recurso da graça como justificativa para pecar”.


Soa-lhe estranho? Então, deixe-me lhe apresentar duas razões do por que dizer que essa versão moderna é verdadeira. Primeira porque a graça nos salvou para uma nova vida que não inclui a presença do pecado. Segunda, porque toda vez que você pecar, você fará com que Deus se lembre que para o seu pecado houve sacrifício, o maior e mais difícil de todos: entregar seu Filho amado e inocente para morrer vergonhosamente na cruz do calvário pelo pecado cometido.

Imagino que você não deseja encher o coração de Deus com as dores dessa lembrança, não é?

A graça é maravilhosa. Não pecar contra Deus, é o caminho mais excelente para o qual a graça nos chamou.

No Pai, cujos verdadeiros filhos têm prazer em Lhe agradar o coração.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

A GRAÇA "DOENTE"

Gostaria de fazer uma releitura da história da "mulher adúltera" registrada em João 8. Será uma leitura contemporânea do ponto como eu a vejo se repetindo hoje muitas e muitas vezes.

O século é XXI, e casos semelhantes a este  são mais comuns do que deveriam ser. De tão comuns que são, tornaram-se uma espécie de “imoralidade virtuosa”. Significa que a moral  moderna por estar tão acostumada a isso considera natural o que já foi considerado imoral como também cria novas “moralidades”. Esse é o ambiente que vivo: relativo e em transformação. Acontece também que vivo numa ambiência religiosa organizada e institucionalizada chamada “evangélica”, onde a moral exerce um forte papel predominante, e, para onde essa cena e conteúdo também foram arrastados. Sim, posso ver a cena se repetindo milhares de vezes na história evangélica até o dia de hoje. No entanto, na medida em que os mesmos acontecimentos vão ficando mais longe da cena original, no meio evangélico, eles se modificam e vão assumindo formas e proporções bem diferentes. 


É assim como eu os vejo:

Suponha comigo – o que não é um exercício difícil – alguém sendo surpreendido em adultério. Os “nossos religiosos”, que tomam ciência do ocorrido, trazem a questão até Jesus que está presente – ninguém deles duvida que Ele esteja presente em Espírito – é uma preposição. Isso é feito por meio de uma “assembléia” especialmente organizada para “examinar o caso” de acordo com a “Lei”, que é a Palavra – quando pouco, o Manual da instituição – conhecida e revelada conforme a Segunda, ou melhor, A Nova Aliança. Todos os examinadores sabem de antemão a atitude de Jesus: “Aquele que dentre vós estiver sem pecado seja o primeiro que lhe atire pedras.” Faça uma pausa. Tente dar continuidade à cena conforme você assiste a espiritualidade evangélica do nosso tempo – imagino que isso também não seja difícil.

Isso eu também posso ver: imagem é basicamente a mesma, fora as “sutis” modificações sofridas desde a cena primária. Vejo que as pessoas continuam ali. Já ouviram o que Jesus teria a dizer sobre o caso. A “sutil” diferença? Elas continuam com as pedras nas mãos e as seguram firmes – talvez um ou outro, as deixem caírem e, abandone o local calado (o que equivale a uma confissão pública rara entre nós). Também vejo no meio, não apenas o acusado a sós com Jesus – com Quem deveria resolver o “problema”. Vejo o acusado, vejo Jesus e vejo os “advogados” do Senhor. Sei que também posso ouvir a pergunta do Mestre ao adúltero – Ele já a fizera àquela mulher: “’Amigo’, onde estão àqueles teus acusadores? Ao que o ouço responder hoje: “O Senhor não os vê? Estão todos aqui em torno de nós. Eles estão nas igrejas, nos bancos, nos corredores, nos púlpitos, nas reuniões de comunhão, nas ‘células’, nos pequenos grupos, nas ‘Campanhas de Libertação’, nos ‘Congressos de Fogo’, nas vigílias de oração, nas assembléias extraordinárias, nas reuniões de departamentos, nas reuniões de senhoras, nas visitas aos lares, nas conversas ‘abençoadas’ de fim de culto. Enfim Senhor; eu os vejo em todos os cantos; os vejo nos lugares em que o Senhor ‘está’ e nos lugares em que eu mesmo não estou.”

Um vez ser esta a constatação que se faz, afirmo que existe uma “doença” crônica da qual aqueles que perderam de vista a imagem do encontro original de Jesus com a adúltera e os fariseus, devem buscar cura a tempo de que alguns ainda vejam o cristianismo como fora naqueles dias: original, limpo e lindo.

Sendo como é, nosso cristianismo carece da cura daquilo que chamo de “graça" que desgraça – qualquer um poderia chamar assim ou com bem lhe parece mais preciso. Ora, você precisa saber que “a graça que desgraça” de que eu falo, não tem nada a ver com a Graça de Deus que salva e produz vida baseada exclusivamente no mérito de Cristo. A “graça” que desgraça é fruto da particularidade com que a interpretamos e o resultado da tendência pessoal com que a aplicamos conforme nossas conveniências particularmente proveitosas. O que eu quero dizer com isso? Quero dizer que essa graça não considera as conseqüências da liberdade que ela nos oferece para vivermos.

“graça” que desgraça, é aquela que ensinou pra gente que para Deus não há “pecadinho” e “pecadão” – o que acho uma tremenda bobagem. Tá bom: sou levado pelas Escrituras a crer de todo o meu coração que Deus não faça essa medida mesmo e, que Ele demonstra isso ao nivelar todos os pecados e pecadores sob mesma categoria ao colocarem todos igualmente debaixo do pedado e, quando ao pagar por eles um único e mesmo – sem mencionar definitivo – preço a fim de desfazê-los. Por essa razão Ele diz para todos, inclusive para adúlteros e outras categorias de pecadores: “Vai em paz ‘porque o pecado está desfeito’” – talvez você leve algum tempo para pegar essa idéia e não a perceba de primeira mão, podendo ficar sem entender alguma coisa; mais eu prometo que em postagens a frente, falarei mais sobre isso. No entanto a única coisa que se possa dizer sobre essa afirmação, é que ela caiba para Deus e para mais ninguém. Sim! Há pecadão e pecadinhos como efeito social; quando eu sou levado pelas Escrituras a pensar nas conseqüências sociais que cada pecado traz. Essa foi a razão de Jesus ter dito à mulher: “Vá e não peques mais”. Ora, caso isso viesse a acontecer novamente, ela estaria sujeita às conseqüências do estatus quo, do stabelechiment social. Em outras palavras: poderia não haver em uma próxima ocasião quem a livrasse da morte por apedrejamento como rezava a norma virgente e natural do status social farisaico. E isso, mesmo ela alcançado perdão pré-estabelecido por Jesus para a sua salvação. Portanto, a graça que desgraça é sempre aquela em que o pecado tem o peso de destroçar a si bem como o outro. Uma coisa é você odiar seu irmão onde Jesus afirmou não haver diferença como o homicídio propriamente dito. Do ponto de vista Divino, dá na mesma. Outra coisa é você sair hoje na rua tirar a vida de alguém que você odeie. Consegue enxergar a claríssima diferença de conseqüência social entre odiar e cometer homicídio. Ainda não? Meu amigo, você vai preso por se tornar um homicida e não porque odiou o sujeito. Isso, quem sabe, também lhe dê indícios da diferença entre salvação e compromisso ético social que coloca o bem estar pessoal e o bem estar do outro em primeiro plano como fruto do perdão recebido e que rege a conduta do salvo. A gente costuma chamar isso de santidade.

Além disso, nosso cristianismo necessita de remédio também para outra doença de que padecemos: a desgraça que carece urgentemente da Graça. Aqui há um enorme contra senso: os filhos da Graça são incapazes de desmanchar as desgraças que graça em seu ambiente e no mundo, deixando de aplicar a Graça da qual deveriam transbordar. Isso também é um distúrbio que se pode encontrar na igreja evangélica como indivíduo vivendo em comunidade. Isso decorre das incertezas desses indivíduos quanto à resposta certa em torno da pergunta que lhes fiz: “O que Jesus teria dito à mulher adúltera em caso de reincidência?”. Com isso, estou dizendo que na maioria das vezes, a comunidade dos “crentes“ simplesmente não sabe dar à pergunta a resposta adequada pressionados pela “Lei” lida conforme seu código ético-psíquico-pessoal, ou, pela “bula institucional” da qual faz parte. Simplificando esta última, eu diria que a denominação é quem faz para esses “crentes“ a regra interpretativa da Palavra. Logo, o temor desse pessoal, não tem a Deus como foco, mas o temor está naquilo que o pessoal lá da igreja irá dizer de casos dessa natureza. O resultado é sempre como tenho visto até aqui: o pessoal do bem – os crentes – reagindo mal diante do dilema que, quer aceitem ou não, esta na nossa frente ao longo da história: a natureza humana pecaminosa que se manifesta todos os dias de diversas formas.

Ao reagirem mal ao problema, acabam por transformar a Igreja numa anomalia. A Igreja torna-se uma comunidade onde a vivência é falsa e a proclamação é mentirosa. Quero dizer com isso que na prática, o anúncio a todos os pecadores é de que o perdão é um dom gratuito de Deus e a salvação lhes é concedida por causa do mérito exclusivo do sacrifício de Jesus que é suficiente para salvar o pecador; logo a chamada é pela graça que cura a desgraça.  Aí então acontece o fenômeno do paradoxo. O camarada passa a fazer parte da igreja que lhe anunciou a Graça que o salvou do que ele é para descobrir que uma vez lá dentro, o que vale mesmo é outra coisa. O discurso muda quase que radicalmente para a Lei. Isso é: lá dentro, não se tolera mais que o pecador redimido manifeste a razão pela qual ele necessita permanentemente de um Salvador que o salve da incapacidade de salvar-se a si próprio. Um Salvador tão Grande que seja, inclusive, capaz de salvá-lo das reincidências do pecado do qual foi salvo..

Então, quase tudo o que se vê hoje, fica assim: a chamada é pela graça, mas, uma vez dentro, o que vale mesmo é a Lei e a intolerância. É assim que se tem interpretado o que Jesus disse à mulher de João 8: “Vá e não peques mais.”. Nasce aí uma nova lei: “Agora que ta aqui dentro, se pecar, as pedras cantam!” Ora, isso não é a verdade do evangelho. A verdade do evangelho é graça para entrar, graça para andar, graça para chegar ainda que quem percorra o caminho da graça oferecido por Jesus seja o mais fraco de todos. Não se começa com Cristo e se termina com Moisés. Não se entra pela graça e se sustenta pelo sacrifício de obras pessoais. Nem se inicia pela carência de um Salvador que salve o pecador para depois ser deixado ao próprio esforço para se auto-salvar. Coisa que seria impossível – e sei que você, meu santo irmão, sabe bem mais que muita gente – e, Jesus, desnecessário – o que significa negar a quem você confessa como salvador (coisa esquisita não?).

Não reconhecer que se necessita de um Grande Salvador, como também não oferecer o perdão todos os dias quantas forem as vezes necessárias àqueles que necessitam desse mesmo Salvador pelos mesmos motivos que você necessita, ainda que incomode, escandalize e revele que a igreja não é um “ambiente de perfeição”, isso pode até ser religião, espiritualidade idealizada por gente doente, mas nunca será o Evangelho de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. De jeito nenhum. É aqui que a Igreja precisa continuar oferecendo e mantendo a graça que nossas desgraças carecem. Se não for assim, não haverá como salvar corpo, alma-mente e espírito. Estaremos todos condenados às pedras da Lei e as destruições que elas causam a todo resto e nunca salva ninguém.

Agora preste atenção! Para que você, que ama a Jesus e a Verdade que o salvou e lhe concedeu paz exerça a esperança de dar a chance ao povo do nosso tempo a oportunidade de encontrar-se, de ver, e de experimentar o evangelho como fora em sua origem e curar-se das doenças diagnosticadas aqui, só há mesmo um caminho – ou um remédio como queira: Ver como Jesus, responder como Jesus, agir como Jesus e arcar com as implicações dessa decisão diante religião transformada, institucionalizada denominacionacionalizada e poderosa tal como as que Jesus enfrentou e não voltar a traz.

Eu lhe garanto meu irmão pregador e minha ovelhinha querida: isso sim exige mais coragem do você pensa. “Berrar” as “verdades” da instituição para o povo, isso é meninice e não pede coragem nenhuma; só é preciso de uma dose de ambição para subir os degraus da denominação.

Deus o abençoe com a cura da “graça” que desgraça e da falta de Graça que a desgraça clama.

Pr Paulo Rodrigues.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

RESPONDA ESSA

"3 Os escribas e fariseus trouxeram à sua presença uma mulher surpreendida em adultério e, fazendo-a ficar de pé no meio de todos,
4 disseram a Jesus: Mestre, esta mulher foi apanhada em flagrante adultério.
(...)
7 Como insistissem na pergunta, Jesus se levantou e disse: Aquele que dentre vós estiver sem pecado seja o primeiro que lhe atire pedra.
8 E, tornando a inclinar-se, continuou a escrever no chão.
9 Mas, ouvindo eles sta resposta e acusados pela própria consciência, foram-se retirando um por um, a começar pelos mais velhos até os últimos, ficando só Jesus e a mulher no meio onde estava.
10 Erguendo-se Jesus e não vendo a ninguém mais além da mulher, perguntou-lhe: Mulher, onde estão aqueles teus acusadores? Ninguém te condenou?
11 Respondeu ela: Ninguém, Senhor? Então, lhe disse Jesus: Nem eu tampouco te condeno; vai e não peques mais." - João  8: 3 a 11

Suponho que a história narrada aqui por João você já conheça. Elá é um clássico do Novo Testamento. Agora responda a essa pergunta. O que Jesus teria dito à essa mulher de João 8, se no dia seguinte ela fosse trazida novamente à sua presença pelos fariseus sob a mesma alegação de haver  sido surpreendida em adultério?

Ora, Ele teria dito a mesma coisa que disse no dia anterior "Nem eu tampouco te condeno; vai e não peques mais." Por que? Porque o pecado dessa mulher não afetava a Jesus nem faria diminuir a intensidade do amor que Jesus tinha por ela.


Por que então Jesus disse a ela "vai e não peques mais"? Por que se tornasse a cometer    o  pecado, ela  traria implicações contra ela mesma. Implicações sociais, implicações religiosas e pessoais...


Continua...

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

UM HOMEM CONFORME O CORAÇÃO DE DEUS

“Achei a Davi, filho de Jessé, homem segundo o meu coração, que fará toda a minha vontade” – Atos 13: 22




Atos 13: 22 não é nenhum elogio que Deus faz a Davi. É uma constatação. Uma declaração de verdade acerca de um homem. E a verdade acerca desse homem é que ele é “um homem segundo o coração de Deus”.

Gosto da tradução que escolhi acima para o texto. Ela é da Revista e Atualizada. Mas a Edição Revista e Corrigida me encanta mais. Ela diz “um varão conforme o meu coração”. Ela me encanta porque me coloca diante do conceito mais lindo e exato que de Davi se pode ter. Isso porque o conceito está profundamente relacionado com a forma. Dizendo sem rodeios, a forma que o coração de Davi assumiu. Ele tomou a forma, foi preparado na mesma forma até ficar com a forma cuja fôrma – ou formato – era o coração de Deus – igualzinho ao que o apóstolo Paulo disse em Filipenses 2 no verso 5: “Tendes os mesmos sentimentos que houve em Cristo Jesus...” (para citar um dentro outros textos). E isso, meu amigo, não tem nada a ver com estética – imagina uma intervenção cirúrgica em que o coração de Davi necessitasse ser analisado na mesa clínica: “Não tem nada aqui!!” – diria o cirurgião – “Não é esse o tal homem cujo coração tem a forma do coração de Deus. Deve ter virado espírito também (bobagem).” Não tem a ver com plasticidade. Tem a ver com conteúdo. Tem a ver com os mesmos interesses, com os mesmos sentimentos. Com a sensibilidade de se importar com as mesmas coisas que importam a Deus e se inclinar para os mesmos motivos paras os quais o coração de Deus se inclina. O coração vai tomando a “forma do coração de Deus”. 


Sei ainda que essa afirmação não deveria ser feita por Deus, mas pelos amigos de Davi. Pelos companheiros de caminhada, de guerras, de solidão, de conversa ao pé da fogueira que aquecia as noites frias em esconderijos quando em fuga, quando tudo assombrava à sombra da ruína, que em meio a tudo isso, iam assistindo “in loco” as reações do coração de Davi. Sei disso porque um coração conforme o coração de Deus só vai tomando essa forma conforme o tempo e a sensibilidade, e a sensibilidade conforme a submissão ao impulso de assumir essa outra forma em meio às pressões. Sendo assim, um coração segundo o coração de Deus só é reconhecido e confirmado pelo tempo. Ouça o que quero dizer: a pressão para pecar; a pressão para torcer a verdade para o próprio proveito; a pressão para azedar o coração, para amargura-se contra o próximo que derrama amargura contra a gente, para embrutecer a alma; a pressão para perder a fé, para abandonar a confiança, para concluir que a carreira é uma tremenda perda de tempo e que Deus é um ideal forjado no inconsciente a fim de suprir as carências mais profundas da alma e, portanto, Ele não passa de fantasia do mundo psíquico, só são experimentadas no tempo da nossa jornada e a prova de que se resistiu a tudo isso e venceu essa avalanche insistente de inimigos lancinantes e invisíveis É SÓ O TEMPO É QUEM DÁ. Portanto saiba: um homem segundo o coração de Deus só pode ser declarado assim pelos companheiros e gente da terra que o assistiram em sua jornada de fé no tempo, que viram-no resistir a tudo que se opõe a Deus e tornou-se cada vez mais suscetíveis aos sentimentos e à vontade de Deus. Fora a isso é elogio barato; pedantismo religioso e que não diz o que quer significar.




quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

AMOR, LOUCURA E REDENÇÃO


Freud parece concordar com o escritor de Eclesiastes quando diz que um homem sadio emocionalmente é aquele que consegue amar com prazer e trabalhar com satisfação. Essa é a figura do homem que desfruta de perfeita saúde mental segundo o pai da psicanálise. Como sabemos, tanto a vida quando a experiência mais profunda da existência já provou isso , não existe de fato o tal "o homem mentalmente sadio" - você já ter ouvido o axioma "de médico e louco todo mundo tem um pouco" - pois é: ele é verdadeiro. Tão pouco existe o homem sem pecado - então tranquilize-se e reconheça sua condição.

Pois bem. Se é assim, assim também se chega a uma dura conclusão, também confirmada pela existência: amar é sofrer e trabalhar é enfadonho. Logo a vida é sem graça

Qualquer observador da vida concorda que amar é sinônimo de sofrimento. Ao menos por duas razões: primeira porque o amor se entrega a quase todos os absurdos: o amor tudo crê, tudo suporta, todo espera e tudo sofre. Segundo porque o amor necessita loucamente do objeto amado para ser desfrutado de maneira completa e, na ausência desse objeto amado ou - o que é muito mais provável - quando ele não é correspondido por esse mesmo objeto, tal amor se converte em lágrimas de dor e em rio de tormentas destruidoras - os apaixonados  e a moçada que está naquela "fossa", estão entendendo o que estou falando; e olha que meu exemplo é francamente superficial.

Será que existe uma maneira razoável para escapar do cíclo amargo dessa vida sem graça onde amar é sofrer e trabalhar é sofreguidão a que todos estão condenados atravessar como prisioneiros - tal como estavam presos aqueles garotos do desenho A Caverna do Dragão em busca de uma passagem transdimensional que os devolvessem ao seu mundo (você deve se lembrar)?


Jesus disse que sim.

"Venham a mim, todos os os que estão cansados e sobrecarregados, e eu vos darei descanso. Tomem sobre vocês o meu jugo e aprendam de mim, pois sou manso e humilde de coração, e vocês encontrarão descanso para as suas almas. Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve." - Mateus 11: 28 a 30

É aí que a gente encontra Alguém que abre a porta de escape para aquilo que esse mesmo Alguém chamou de "vida e vida em abundância" que prometera trazer em Si mesmo segundo sua declaração encontrada no Evangelho de João capítulo 10 do verso 10. Aí a gente aprende que transmutação dessa vida enfadonha que aprisiona a todos mas que se faz possível à qualquer um que se permita fazer-se paciente não de Freud - aquele sujeito da psicanálise - mas que permite fazer-se paciente de Jesus de Nazaré, o judeu, homens de dores e que sabe exatamente o que é padecer - isso para dizer quase nada a respeito Dele sobre o tema -  e que Jesus é altamente empático ao cíclo dolorido da vida - saiba-se que esse é um postulado básico na psicanlise comtemporanea no processo da análise e "cura": a empatia. Ouça isso: Vinde a mim (...) e aprendam de mim (...) e encontrarei descanso para as suas almas. Bacana isso da parte de Jesus não?

Ainda existe uma outra porta de libertação no cíclo enfadonho que aprisiona a vida. Trata-se do descobrimento de um Amor maior que o amor que faz sofrer. Isso porque tal amor não se ausentará daquele que ama nem deixará de ser compartilhado com aquele que deseja desfrutá-lo. É lógico que estou me referindo a um Amor de natureza e essência, de magnitude e de dimensões diferentes e superiores daquilo que chamamos de amor. Não estou me referindo do amor terreno - ou melhor - fruto dos intrincamentos, desajustes e conflitos psíquicos de que Freud fala quase sempre. Estou falando de um amor que esta acima e além destas complicações. Estou falando de um Amor que está fora da gente cuja origem é divina. Então a descoberta fica assim: só Deus pode amar e dar este tipo de amor, como também só Ele pode corresponder perfeita e continuamente ao amor daquele que O deseja


Sendo assim, já não haverá frustração perturbação, bem como não haverá dores e enfado de nenhuma forma.

Veja o que disse Jesus acerca de si mesmo: ...aprendam de mim, pois sou manso e humilde de coração,e vocês encontraram descanso para as suas almas. A conseqüência dessa aprendizagem com Jesus, cujo coração é como é por estar carregado de amor e que corresponde ao amor de quem o ama, é libertadora e terapêutica de toda forma de vida em sobrecarga. Senão veja o resultado imediato dessa aprendizagem terapêutica prometida por Jesus: "...e encontrarei descanso para as suas almas.

Aos que se sentem aprisionados por essa sofreguidão que transforma a vida num ciclo enfadonho e sem graça, Jesus oferece a redenção dessa loucura: vida e vida em abundância. 


Deus os abençoe com descanso para a sua alma,


Pr Paulo Rodrigues